Acadêmicos do Setor 1 2015 – “UMA É MARIANA, OUTRA É HERONDINA E A FLOR PEQUENINA É A TÓIA JARINA. POR SEBASTIÃO: AS TRÊS IRMÃS DA JOIA FELINA!”

SINOPSE

Uma é Mariana, outra é Herondina e a flor pequenina é a Tóia Jarina. Por Sebastião: As três irmãs da joia felina!

Quando o tempo era manchado de sangue por mouros e guerreiros de Cristo, o grande sultão turco ordenou que suas maiores preciosidades, as três filhas Mariana, Jarina e Herondina, fossem postas a salvo dos conflitos das cruzadas pelas brisas do mediterrâneo.

As ondas eram únicas companheiras unidas às lágrimas as lembranças, quando foram interceptadas pela brigada cristã. Cercadas, veem uma única oportunidade de fuga rumo ao mar, ao léu do desconhecido…  Misterioso quão impossível foi suportar uma impiedosa tempestade, sendo tragadas nas profundezas marinhas! Neste cenário encontraram um dos portais da encantaria. O espirito e a carne mergulhados na Terra dos Encantados!

 

“Encontrei no meu caminho uma porta pra outro mundo

Vi Iaras e mãe-d’águas cantarolando no fundo

No fundo… no fundo do mar

No fundo… no fundo do mar”

 

Dormiram por séculos, no silêncio misterioso do Atlântico… Acordaram num novo leito, decorado de verde e vida. Aportaram nas terras de Marajó, recepcionadas pela velha tapuia, a grande pororoca, que defendia as portas dos males vindos das águas, cuja violência, era simplesmente um grito de socorro e repúdio ao ambicioso homem de pele branca.

 

“O rio que vira embarcação é o que não deixa faltar o pão!”.

 

As três irmãs juraram a anciã que honrariam aquele berço, com respeito à floresta e aos seres que ali habitavam, entrelaçando na encantaria e magia da floresta. Foram batizadas pela Jurema, a grande índia guerreira, filha da cobra coral! Ao som dos tambores e chocalhos! Sob testemunha do sol e da lua! Ao canto das Iaras, nas cristalina Cachoeira do Arari… Cultivada estão “as flores que vieram a nos ajudar”!

Com o tempo, elas tomaram diferentes caminhos…

Herondina se familiarizou a pajelança cabocla das matas, dominando os ritos de cura e rituais de transcendência. Mariana, buscou conhecer os mistérios e segredos das águas, enquanto Jarina, vagou na beira do mar sem rumo… Guardava uma grande saudade do seu povo.

Nessa litoral andança, a pequena Tóia Jarina chega à mística praia dos lençóis, onde encontra o grande Rei Sebastião! O líder dos guerreiros da cruz!

Órfã da pátria e da cultura pelo conflito, a rejeição ao monarca foi aparente ao primeiro encontro, todavia, a crença ensina teus filhos a superar as diferenças! Sebastião, convida inicialmente Jarina e depois estende as irmãs a morarem em seu castelo de cristal, na praia dos lençóis, protegido pela serpente de prata. Oferece o sagrado tesouro do Rei! Em oferta as princesas, o Anel Felino! Num gesto de humildade e resignação, superando as diferenças na vida terrena aceitam, e a partir desse momento, passam a ser conhecidas na Encantaria como Irmãs da Joia Felina! Na corte dos lençóis elas nunca esqueceram o seu juramento aos caboclos das matas e seguem o caminho iluminando seus filhos, com pajelança e sabedoria.

 

“São três irmãs da joia felina

Uma é Mariana, outra é Herondina

E a mais pequenina, a mais pequenina é a Tóia Jarina”

 

As encantadas viraram “caboclas”, as Turcas Encantadas, que, no Tambor de Mina dedicam sua transcendência a transferir sabedoria aos que pedem e à prática da cura e da caridade.

 

PONTOS EM ANEXO

“A mina é cocoriô, a mina é cocoriá

Eu vou chamar as belas turcas para vir nos ajudar

Foi jurema que batizou a flor que veio de além-mar

A Mina é cocoriô, a mina é cocoriá”

 

“Jarina é moça nobre de alta posição

Pois ela é filha do rei Sebastião

Jarina é flor, mamãe é flor do mar

Jarina é flor, mamãe, dos orixás”

 

“Oi não lhe toque, ou não lhe bula…Herondina

Ela dança na ponta da agulha…Herondina

Corrente forte ela tem quebrado…Herondina

E seus trabalhos aprovados…Herondina

Deu uma ventania em ganga no alto da serra

 É ela oh, Herondina oh ganga

Que vem vencer a guerra”.

 

“Lá fora tem dois navios

No meio vi dois faróis

São da esquadra da marinha brasileira, Mariana

Lá na praia dos lençóis

É ela a arara cantadeira, arara

É a dona mariana rainha das curandeiras!”

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