Altaneiros do Samba 2015 – “MUITO PRAZER! SOU OSWALDO JARDIM!”

SINOPSE

 

Muito prazer!

Meu nome é Oswaldo Jardim!

Que saudades em pisar na passarela! Que emoção! Como o tempo passa! Faz anos que parti!

Fiz tantas coisas bacanas na vida. Formei-me em Engenharia. Fui ator, figurinista, cenógrafo, apresentador e carnavalesco! Fiz de tudo e mais um pouco! Lembro-me de tudo! Contei e criei muitas histórias. Adorava tornar o carnaval mais criativo. Adorava ser original e lúdico!

Aconteci e virei manchete como figurinista e cenógrafo da saudosa Rede Manchete de Televisão. Lá tive a honra de trabalhar ao lado de um dos maiores carnavalescos da história, Arlindo Rodrigues! Na Manchete também tive a oportunidade de ser o apresentador oficial dos Concursos de Fantasias do Hotel Gloria. Quanto luxo, quanto requinte e quanta ideia boa!

Saudades dessa loucura toda!

A minha grande paixão na vida foi ser Carnavalesco.

Fui considerado o Mago da Espuma. Amava trabalhar com esse material: fácil, barato e com resultados incríveis. Gostava de criar enredos contados em primeira pessoa! Fazer a personagem desfilar na avenida como se estivesse contando a sua história para o público presente nas arquibancadas.

Tudo começou lá no berço do samba. Em 1985 fui figurinista do GRES Estácio de Sá com o enredo “Chora Chorões”. Mas minha estreia, meu primeiro grande trabalho como carnavalesco também foi no Estácio no ano de 1986. Criei o enredo “Prata da Noite”. Uma homenagem ao inesquecível Grande Otelo.

 

“Seu nome criou fama… Seu talento corre chão… Construindo seu castelo… Vem surgindo Grande Otelo… O rei da ilusão!”

 

Um ano depois, num belo dia andando pelo Beco do Brilho. Recebi uma proposta incrível de trabalho! Fui convidado para assinar o carnaval de 1988 da escola de samba Reino Unido da Liberdade. E lá fiz um carnaval fascinante! Utilizando materiais alternativos a escola foi vice-campeã com o enredo “Conta Amazonas”!

 

 “Verde encantado é esperança… Dança, baiana, dança… O Morro conta Amazonas… Está linda criança!”

 

Voltei para o carnaval carioca. Em 1989 fui criador de um dos mais belos desfiles do GRES Império Serrano. Num desfile simples, criativo e original. Fiz uma homenagem ao grande Jorge Amado… A escola da serrinha desfilou desejando Axé para todo o Brasil!

Lembro também da Rosa e Branca lá do Jacarezinho. Foi em 1990 que tive a oportunidade de desfilar o Índio Brasileiro na Marques de Sapucaí. Disputando uma vaga para o Grupo Especial, soltei a voz na mata num desfile que contava a lenda de Jurupari!

Ano seguinte conheci uma escola muito especial! Mas depois eu conto sobre essa minha trajetória que foi uma verdadeira epopeia!

Antes de continuar nosso papo sobre minha vida carnavalesca…

Quero agradecer o GRESV Altaneiros do Samba! Quem diria que um dia eu viraria enredo! Ser enredo de uma escola que veio lá do Maranhão! Obrigado GRESV Altaneiros do Samba pela homenagem!

E por falar de Maranhão, recordei os maravilhosos anos que passei na Estação Primeira de Mangueira. Simplesmente eu me vesti de verde e rosa e embarquei na poesia!

Lá eu fui da Terra da Encantaria ao Olimpo! No enredo sobre os Jogos Olímpicos no carnaval de 1997 fiz um Olimpo em verde e rosa! E num carnaval disputadíssimo conquistamos a medalha de bronze! Mas o desfile inesquecível na Manga foi o de 1996. Fiz uma viagem a Terra da Encantaria, fiz todos deitarem numa rede de algodão e sonharem! E durante esse sonho todos desvendaram as lendas e mistérios do Maranhão! Um enredo com um visual incrível! Lembro-me do amanhecer durante o desfile. As cores utilizadas nas alegorias e fantasias com o contraste do céu azul foi Inesquecível!

Azul… Essa cor me fez recordar de outra escola fantástica…

A azul e branco preferida por amantes e poetas! A Unidos de Vila Isabel!

Foi fantástico criar o carnaval de 1993. Gbalá! Na minha estreia levei todos os componentes viajarem ao templo da Criação! Um desfile apoteótico! Arrebatador!

 

“Gbala! É resgatar, salvar! E a criança é a esperança de Oxalá!”

 

No carnaval de 1994 com muitas dificuldades e adversidades apresentei Isabel de Bragança e Drummond Rosa da Silva para toda Marquês de Sapucaí. Um desfile onde contei a história do bairro de Vila Isabel.

 

“Muito prazer! Eu sou a musa, sou a fonte, deixa meu feitiço te levar!”

 

Foi também na Vila Isabel que realizei meu último trabalho como carnavalesco… “Academia Indígena de Letras. Eu sou Índio, Eu também sou Imortal!” No carnaval da virada do milênio, cantando o Índio Brasileiro, eu me tornei imortal! Entrei pra história do carnaval carioca, recebendo o prêmio Estandarte de Ouro – Personalidade do Carnaval 2000. Uma glória!

 

“Hoje eu sou índio! Eu também sou imortal!”

 

Mas minha história não termina aqui! Não posso terminar esse papo sem falar de uma escola muito especial!

Foi uma epopeia minha passagem pelo GRES Unidos da Tijuca! Escola que tive momentos únicos.

Minha história na escola do Borel começa em 1991. Com o enredo “Tá na mesa Brasil”, contei a delirante história do Rei Momo, um verdadeiro glutão, que convida todos os seus súditos para um delicioso banquete na avenida!

 

“O Iaiá me dê amor! Amor! Me leva que é nesse embalo que eu vou!”

 

Ano seguinte criei um dos desfiles mais marcantes da Unidos da Tijuca na década de 90. Em 1992 com o enredo “Guanabaram – o Seio do Mar”. Fiz todos os componentes da escola singrarem os mares divinos de Tupã! O desfile foi como uma onda que transbordou a avenida com as histórias, formas e cores da Baia de Guanabara!

Em 1995 voltei a trabalhar na Tijuca onde apresentei uma homenagem a Carlos Gomes. Em nove bravos musiquei na avenida toda a história de vida do maestro e compositor conhecido como “Índio Mulato”, que conquista o velho mundo com sua batuta musicando um verdadeiro amor Guarani.

Retornando novamente para o Borel em 1998. Com o enredo “De Gama a Vasco. A Epopeia da Tijuca”, pela primeira vez meu trabalho não agradou. Segundo os críticos um resultado político! Sendo justo ou não, esse carnaval foi um divisor de águas na história da escola.

Finalizando nosso papo quero destacar o carnaval de 1999. Após a tragédia do carnaval anterior, nada melhor como dar a volta por cima! Ser Campeão! Que felicidade! Foi a coroação do trabalho realizado com o enredo “O Dono da Terra”. Viajando pelo conto das lendas indígenas e pelos mistérios das matas a escola do Borel realizou um dos seus maiores desfiles de toda a sua história. Com as bênçãos de Rudá a Tijuca simplesmente foi arrasadora! Resultado: O campeonato com notas 10 em todos os quesitos! Foi uma volta triunfante da escola à elite do carnaval carioca.

E no carnaval 2015 a Altaneiros do Samba vai desfilar em busca da vitória. No ano que completa 10 anos de vida! 10 anos de histórias! 10 anos de glórias! A Altaneiros junto com o saudoso carnavalesco Oswaldo Jardim, sob as bênçãos de Rudá será 10 na avenida! Rumo à elite do Carnaval Virtual.

 

Julio Rosolen

 

SETORIZAÇÃO DA ESCOLA

 

Setor 1: Muito prazer… Eu sou Oswaldo Jardim!

Setor 2: No berço do samba meu nome criou fama!

Setor 3: Em cada escola uma história eu pude contar!

Setor 4: De Verde e Rosa… Embarquei na poesia!

Setor 5: Vila Querida! Na Academia Indígena do Samba me tornei Imortal!

Setor 6: Enfim… A Epopeia Tijucana!

Setor 7: Altaneiros 10 anos de Samba!

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

• SRZD | Obrigado, Oswaldo! | Notícia | Carnaval | Thiago

www.sidneyrezende.com/noticia/179588

• Seis anos sem Oswaldo Jardim. Blog Sambadeando www.galeriadosamba.com.br/post/seis-anos…oswaldo-jardim

• Oswaldo Jardim – Wikipédia, a enciclopédia livre www.wikipedia.org/wiki/Oswaldo_Jardim

• As Imortais Flores do nosso Jardim

www.sambaderaiz.net/as-imortais-flores-do-nosso-jardim/

• Na Cadência do Samba

www.amordebica.blogspot.com.br/2011/04/gres-reino-unido-da-liberdade-carnaval_8512.html

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