Bandeirante da Folia 2015 – “FANTÁSTICO”

Introdução

Alcançamos os céus, o espaço, a lua e as estrelas. Apesar de cruzarmos a galáxia ainda não desenvolvemos super poderes que combatam seus imperadores, tiranos e conquistadores. Não, não surgiram monstros das mais longínquas ilhas africanas ou androides capazes de desenvolverem sentimentos.

Há quem diga que estamos perto…

Logo no início da evolução do cinema, alguns pioneiros perceberam o enorme potencial da sétima arte para apresentar o misterioso, o apavorante, o sobrenatural: O Fantástico.

 

Enredo

O quão fantástico o homem pode ser?

Transformamos o pincel em câmera, a imagem antes estática agora movimenta-se tão agilmente quanto o tempo…

O Tempo…

O grande construtor das revoluções.

A humanidade, sua proletária incontrolável e impiedosa, marcha eternamente em busca de seu controle.

Tamanha monstruosidade uniu a arte, ciência e a magia. Aos que deram vida as obras da Literatura Fantástica, uniram-se os irmãos Lumiére dando braço a ciência, consolidada com a bruxaria de George Meliés.

Assim nascia a nova forma de expressão da criatura. Uniram-se seu medo, sua fantasia e a ficção.

O medo logo cedo ganhou vida nas sombras alemãs. Ao rejeitar qualquer pretensão de realidade, as sombras transformaram-se em morte, em um Império. Uma psique social que tornou a premonição uma forma de arte, o Expressionismo Alemão.

Enquanto uma era de sombras se erguia, uma Grande Depressão de fome e pobreza também se consolidava. O horror do dia a dia necessitava de um toque de fantasia… Vampiros, múmias e monstros abriram as portas de um universo antes conhecido apenas nas páginas dos livros.

Os anseios pelo misterioso e sobrenatural durariam até o final da segunda grande guerra. Quando o Império das Sombras caiu ante os famintos da Grande Depressão, o mundo não possuía mais espaço para a fantasia… Coube a um homem não deixar de acreditar em sua própria imaginação. Planos, assombrações, monstros e um gênio: Ed Wood manteve o fantástico vivo e pronto para o seu despertar.

O quão ambicioso o homem pode ser?

Ao dividirmos o planeta em dois, apontamos mísseis a nossos irmãos e as estrelas, sem nos preocuparmos com suas consequências. Era o momento do cinema fantástico despertar e abraçado a uma geração utópica alertar a humanidade para as consequências de uma iminente guerra nuclear e a desenfreada exploração espacial.

“Há muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante…”

As conquistas espaciais tornaram-se uma realidade, a informação passou a alcançar todo o planeta em alguns segundos e as máquinas nos substituíram. Replicantes e ágeis, os robôs tomam nosso espaço e nos exterminam.

O que será do futuro?

A velocidade da Era da Informação também nos fez avistar um planeta doente e com a mesma proporção em que seguimos em frente vemos a devastação de nossas reservas naturais em uma crescente sem fim. Teremos de seguir o caminho da colonização espacial ou nosso futuro estará nas mãos de super humanos?

Quem poderá nos defender?

Sigam-me os bons!

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