Império do Progresso 2015 – “AMAZONAS, O TEATRO DA VIDA”

Império do Progresso 2015 – “AMAZONAS, O TEATRO DA VIDA”

Justificativa

 

[…] “Cultura, expressão maior da nação,

Portal de entrada que se alastra.

Levamos estampados na construção,

Nos costumes, imbuído na pilastra.

Como um troféu do país progresso.

Que seja a cultura lema do sucesso.”

(Sônia Nogueira)

 

Somos a glorificação da arte!

 

Orgulhoso por seus dez anos de história e sempre levantar a bandeira de defesa da cultura popular, o Império do Progresso retorna à Passarela Virtual João Jorge Trinta para apresentar sua proposta de carnaval.

Este canto se agiganta em celebração ao centenário Teatro Amazonas, palco ilustre da arte erudita e popular ao norte do Brasil. Monumental, história de raça e bravura que foi erguida para sublimar Manaus como a “Paris dos Trópicos”.

Abrem-se as portas. Descerra-se a cortina. O samba vai ao teatro para cantar e contar a arte de se expressar através da música e da dança. A batuta e o apito, o surdo e os tambores, os violinos e tamborins em profusão criativa.

O erudito e o popular no mesmo palco. Em cena o delírio, o conto e a fantasia. Quem é daqui e quem veio de lá. São todos filhos da arte, que permite criar e recriar. Que permite ao ser o encontro com a liberdade e a genialidade.

 

Aplausos,

A sinfonia do teatro da vida

Emoção que nunca se encerra!

 

Aplausos,

Ao ato máximo da glória deste povo

Em verde, azul e branco!

 

Sinopse

 

Ecoam os tambores na mata,

Convocando os filhos da deusa mãe,

Vinde Manaós, vinde Ajuricaba…

 

Às margens do Rio Negro, fazer ecoar seu grito de guerra. Vieram tomar a liberdade, fincar bandeiras do velho mundo em teu solo sagrado. Ergueram tuas muralhas de pedra. São José do Rio Negro, o forte e a miscigenação.

 

Eis o caboclo que segue alumiado pelo candeeiro,

Caminhando na trilha em busca do alvo tesouro.

Eis Manaus iluminada pelo progresso,

Princesa reluzente de novos tempos…

 

Belle époque multicolorida. O requinte toma as ruas, praças e os salões. Acalentado pelos sonhos dos emergentes súditos da princesa, surge o templo para “A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia”.

 

E a lira sublima o encontro das águas,

Que descerra maravilha e encantamento.

A batuta rege as notas musicais,

No palco o talento do artista…

 

Que exultante recebia o refino e a elegância nos teus salões resplandecentes. O drama e a comédia encontram faunos e musas em meio ao verde das matas. “La Gioconda” para a grande estreia, o amor em Grand-Ópera. Brilhava a ilustre casa.

 

A fascinação leva ao próximo ato,

Em cena mil histórias e outras tantas vidas.

Apogeu monumental e clássico…

 

Na suntuosidade da ribalta tropical, que recebeu tantos para diversos espetáculos em “Um Baile de Máscaras”. Vieram o “Barbeiro de Sevilha”, a princesa “Aída”, A cigana “Carmem” e suas flores, e a cortesã Violleta. Vieram Pery e Cecí transbordantes de paixão.

 

Quando a riqueza se tornou ilusão,

Apagaram-se as luzes e a magia adormeceu.

A arte dos filhos da pátria te fez renascer,

O orgulho nos olhos admirados…

 

Quando o homem de casaca virou índio. Daí o som da floresta ganhou erudição e a majestade do canto de cristal.  No brilho colorido de cada vedete do teatro de revista. Brasilidade plena nas veredas do sertão. Morte e vida severina, a triste sina guardada debaixo do manto da compadecida.

 

As portas se abriram para todos,

O som se espalha e o ritmo contagia.

O palácio da cultura nos braços do povo,

Palco de todas modernas tribos…

 

Que fizeram Manaus dançar de todas as formas. O coração festeiro desse povo pulsava forte com cada batida. Um céu no chão, iluminado por tantas estrelas. A Ciranda e a Toada. O Jazz e a Bossa Nova. O Rock e o Samba. Na plenitude do auto, a emoção é luz que invade abençoando cada canto dessa cidade.

 

A arte aponta para novos tempos,

Profusa entre tradição e modernidade.

Que risca o chão feito a borboleta bailarina,

Passo a passo de volta aos tempos áureos…

 

Celebrando a genialidade de todos os artistas. Em todas as futuristas dimensões da grande tela. Na voz do tenor e na pureza de cada criança em cena. No orgulho estampado no sorriso dos filhos dessa terra que hoje brilham nesse palco magistral.

 

Onde o espetáculo triunfal anuncia:

A festa das flores ao som de tamborins e violinos.

Glórias ao templo sagrado da cultura,

Expressão sublime de uma história de imortais,

Manancial dos sonhos, teatro da vida.

Teatro Amazonas.

 

Autor: Diego Araújo

Submit a Comment